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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

København, parte II

Ah, esqueci de detalhar melhor a parte do Carlsberg.
O cara nasceu em Copenhagen e viveu lá. A fábrica da cerveja é lá também e foi ele quem inventou uma solução pra cerveja sair com o mesmo sabor sempre. 
Uma das cervejas é a Elephant, que leva o nome em homenagem à coroa Dinamarquesa, que tem como símbolo  um elefante. Agora, sério? O animal que representa a coroa dinamarquesa é um ELEFANTE???
E no caso, foi com essa cerveja, de 7,8%, que eu brindei o ano novo. Acho que foi o primeiro reveillon em mais de 15 anos que eu não brindei com champagne...quem sabe agora a coisa muda de vez. Quem sabe...?
Detalhe importante: Na Dinamarca a regulamentação de bebida alcoólica é bem diferente da Suécia. Lá não existe loja do governo pra venda de bebidas, pode comprar igual no Brasil, ou seja, em qualquer lugar. E pra completar também se pode beber na rua sem problemas. Não podia ter escolhido melhor pro réveillon, né?
Continuando com o tour... Esse é um dos canais que corta a cidade e do outro lado tem dois museus e predios da coroa.






Uma coisa que me chamou atenção em Copenhagen foi que em várias estátuas ou monumentos feitos em homenagem a alguém ou alguns estavam com coroas de louro e flores. Fiquei bem curiosa pra entender, mas ainda não sei a razão... 




Esse bairro é chamado Nyhavn e é um porto antigo. A maioria das casas eram prostíbulos pra atender os marinheiros que paravam por ali. Mas depois de um tempo o porto mudou de lugar e as moças ficaram sem emprego... Então na década de 60 renovaram tudo e o lugar virou ponto turístico. É muito gostoso ficar por ali, eu e a Marcelle comemos num restaurante sentadinhas numa mesa do lado de fora, pena que depois ficou muito frio e fomos comer a sobremesa dentro do restaurante.





E esse barco aqui era usado como farol porque os bancos de areia mudavam de lugar sempre... Nota: ele já afundou umas duas vezes se não me engano.




Essa construção ali é a Opera de Copenhagen, que foi um presente do cara mais rico da cidade, e não é o dono da Lego, é o dono do Grupo Maersk. O cara é totalmente contra Cristiania, que é uma comunidade que se auto-intitula livre situada numa ilha de Copenhagen. Eles não pagam impostos e tem suas próprias leis, que inclui livre comércio de maconha. Então como grande pagador de impostos, obviamente ele não curte a idéia, mas o arquiteto contratado pra construir a  Opera é super pró-Cristiania e em homenagem à comunidade fez uma decoração que lembra a bandeira de Cristiania dentro da Ópera. Eu só não entendi ainda porque o cara que pagou tudo contratou um arquiteto com convicções tão diferentes...
Bom, a Opera possui um equipamento nas paredes que podem ser ajustadas pra melhorar a acústica a qualquer momento e tem dois andares abaixo dela só pra comportar as máquinas.




Como se não bastasse dar de presente a Opera o cara também mandou derrubar as construções que ficavam logo atrás da residência da rainha e criou um jardim lindo, assim ela pode apreciar o presente dele todos os dias da janela de casa! A residência real fica naquele largo logo ali na frente.




A área do palácio é bem grande e é constituída de 4 palácios: 1 da rainha, outro do príncipe, outro pras 2 irmãs da rainha e o último é para eventos oficiais e todos os palácios são interligados pelo subsolo.
A Dinamarca tem uma rainha, assim como a Inglaterra, e o rei-consorte da Dinamarca não é suéco, ele é francês, e apesar de morar há 50 anos lá ele não fala dinamarquês!!
Ah, tenho que contar a história do príncipe. O cara foi pra Austrália, tava num bar chulé e conheceu uma moça. Começaram a namorar, pediu ela em casamento, ela aceitou e só daí que ele contou pra ela que era o príncipe sucessor da coroa dinamarquesa. A moça aceitou e virou princesa, e por consequência abriu mão da nacionalidade australiana. A própria história de conto de fadas. Mas eu não ia acreditar se fosse comigo (como se fosse acontecer comigo). Ah, a princesa fala dinamarquês.






  
Assim que chegamos nos palácios o guia nos alertou pra não chegar mais próximo do que 1m dos guardas e nem inventar de entrar nas casinhas pra tirar fotos. Eles podem reagir, e isso quer dizer: gritar, imobilizar a pessoa no chão, tirar ela da área e se for o caso de um carro dar mais de 2 voltas de parar o carro e dirigir ele pra fora da área do palácio. Tenso!



No dia 1° fomos ver a troca da guarda, que acontece todos os dias às 13hs e tem duração de 1h. Eu que tinha achado a troca da guarda de Oslo bonita, agora não acho mais. A da Dinamarca é muito mais bonita, o ritual é mais comprido e elaborado, e parece que os soldadinhos de chumbo foram inspirados nele e tava abarrotado de gente pra assistir. Nos assustamos quando chegamos lá.






Estou colocando o link do primeiro vídeo, mas são 11 no total, quem quiser pode acessar os outros pelo youtube mesmo.




Pelo jeito eu não vou conseguir terminar tudo o que eu quero falar sobre Copenhagen nesse segundo post. Vai ficar para amanhã!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

København, parte I

Fui pra Copenhagen na sexta-feira passada pra passar o Reveillon. A viagem de trem demorou 3h45, foi bem tranquila e passei pela ponte Öresund, que na verdade é parte ponte e parte túnel. Procurem no Google!
Bom, já na chegada me surpreendi com o tamanho da CentralStation e como é linda.e logo na saída da CentralStation fica o Tivoli Gardens, que é um parque de diversões mega antigo, aberto pela primeira vez em 1843 e aberto até hoje. Era a última noite que o parque estava aberto com a decoração de Natal e estava cheio. Ainda bem que já tinham encerrado as vendas de ingresso, porque estava muito caro e íamos ficar com um puta remorso por não ter entrado lá. Mas acho que dá pra falar que tivemos sorte porque justamente enquanto estávamos ali na frente começou a queima de fogos lindíssima.
O Tivoli está recebendo uma exposição de ítens resgatados do Titanic, e há dois meses o colar que inspirou o colar da Rose do filme Titanic foi roubado. Nenhum alarme disparou e nenhuma câmera filmou...estranho hein?!



Copenhagen, assim como todo o resto da Dinamarca é praticamente toda plana (me disseram que o ponto mais alto do país fica há uns 300m do nível do mar), então todo mundo aqui anda de bicicleta. TODO MUNDO. Tem de tudo quanto é tipo, tamanho cor, cesta, carrinho pra levar criança, etc.



Copenhagen também é a cidade onde o Lego é produzido. E vocês sabiam que a Lego é a maior produtora de rodas do mundo? Sim, para os carrinhos! Ah, e o dono é tão rico que deu de presente o aeroporto da cidade.




Em Copenhagen foi a primeira vez que fiz uma verdadeira viagem de mochileira e me hospedei num hostel. O hostel é gigantesco, super bem organizado, com lounge, bar, café da manhã barato, funcionários bem atenciosos e os quartos bem confortáveis, e fica na rua Adelgade, ou seja, rua da Adel. 
Fiquei num quarto misto com outras 5 pessoas. No meu quarto tinha um casal bem interessante de iraniano e chinesa: os dois não saiam do quarto nunca. Sempre que eu passava por lá eles tavam lá deitados e me perguntavam o que tava rolando na rua. Fala sério, né? Ir pra Copenhagen pra ficar deitado dentro do quarto do hostel o tempo inteiro é bucha. 
No dia que chegamos o cara da recepção nos contou que haviam 600 pessoas hospedadas lá. É muita gente!




No sábado pela manhã fomos fazer um tour de 3hs caminhando pela cidade que era de graça e muito bom, por sinal. E além de conhecer a cidade conhecemos outras pessoas também. Interessante que vários vieram conversar com a gente e perguntar sobre o Brasil super interessados.
Passamos pelos pontos principais da cidade, e como fizemos tudo a pé vocês devem ter percebido que a cidade não é muito grande. O começo foi pelo TownHall.






7Eleven, KFC, McDonald's e Burger King tudo junto!




Termômetro lá no fundo marcando 0°C. Ótima temperatura pra sair caminhando pela cidade...






Essa aqui é uma outra praça. Na verdade são duas praças juntas, uma chamada praça antiga e a outra chamada praça nova. Muito original.






Essa é a casa onde o cara que criou a cerveja Carlsberg nasceu.




E essa é a rua mais antiga de Copenhagen. Bem no começo da cidade, o lado esquerdo da rua não existia porque logo ali já era o mar. Agora dalí pro mar tem um pedaço bem grande de aterro.






Esse é o fim da parte I. Amanhã escrevo a parte II, e tomara que seja a última, quero terminar os postos sobre Copenhagen logo.