domingo, 17 de junho de 2012

Bicicletando

Sábado fui dar uma voltinha de bicicleta antes de encontrar com os meninos pra almoçar, quando me dei conta tinha pedalado por quase 3hs. O sol tava uma delícia e não tava ventando muito, ou seja, maravilha mais uma vez. Eu super desbravei a cidade dessa vez, peguei todos os caminhos diferentes que vinham pela frente e evitava ao máximo passar por onde eu já conhecia, sem mapa e sem ajuda de gps. Adoro sair de bike assim sem destino aqui em Gothenburg.
Notei que na frente do Ullevi tinha uma estátua e parei pra ver melhor, é a estátua de um lutador de boxe. A estátua é bem bonita, mas não entendi ainda a relação do boxe com o estádio de futebol...





Outra coisa que me chamou a atenção foi o túnel logo embaixo de um prédio mega antigo.  E no Brasil passam um puta trabalho pra construir um tunelzinho em morro que não tem nada encima.



Ah, aqui existem pistas de bicicletas em praticamente todas as ruas e nos cruzamentos principais existem semáforos pra carros, pedestres e bicicletas.




E essa aqui é uma das estações de aluguel das bicicletas, o sistema chama-se Stÿr & Ställ, que significa mais ou menos 'pegar e devolver'. Paga-se em torno de R$2,50 pelo direito de alugar a bicicleta e se devolver (e pegar novamente) a cada 30min não paga mais nada, e tem vários dessas estações espalhadas pela cidade, sem falar que a bike é bem boa.



E parece que não é só no Brasil que o povo tem mania de dar nomes super originais pras coisas - Hotel Lilton!




Uma coisa muito comum por aqui é construir condomínios com vários prédios e colocar um mapinha da distribuição deles na entrada do condomínio, bem comum mesmo.





Haga também tá toda bonitinha decorada com bandeirinhas dos países participando da Eurocopa.




E quando eu tava chegando em Linnégatan vejo esse povo aí passando com esse negócio que eu nem sei o nome. Também achei interessante e claro, parei pra tirar fotos.



Fui dar mais uma volta no Slottsskogen e repara em como tava o vento levando a água do chafariz pro lado.


E saí tirando mais um monte de fotos pelo parque (esse verde me fascina) até devolver a bike porque começou a chover e pegar o tram pra encontrar os meninos pra ir almoçar.










Almocei com o Rafael e o Tosi, a chuva passou e fomos lagartear do lado do canal, só faltou o chimarrão. Um monte de paddans passavam no canal e a gente dava txauzinho e os turistas se empolgavam e saiam dando txauzinho pra um grupo de metaleiros sentados uns 200m na nossa frente, quando o primeiro paddan deu txau pra eles saiu um metaleiro sem camisa gritando igual um ogro na beira do canal e a gente rolou de rir.





Essa pata aí era muito confiada, veio bem pertinho da gente achando que ia ganhar comida, mas como a gente não tinha nada pra dar ela vazou rapidinho e foi pedir comida pro povo que tava sentado do outro lado do canal.




O Everton foi encontrar com a gente no canal e saí pra andar de bicicleta com ele de novo, overdose de bicicleta. Mas a cereja do bolo mesmo foi que ainda decidimos subir até o Skansen Kronen. De qualquer maneira, sempre que chego lá encima sinto que a subida valeu a pena.




Como o Everton também não lembrava se já tinha ido no Slottsskogen voltei lá com ele e vimos as focas namorando e os pinguins também, mas só consegui tirar fotos dos pinguins :P



Depois de quase me matar de tanto bicicletar pela cidade fomos jantar. Acho que já deu pra notar que a nossa diversão aqui é encontrar pra comer, a grande parada é descobrir restaurantes novos. Às vezes a gente acerta, às vezes a gente erra. Ontem erramos, mas tudo bem, o papo foi divertido e só voltei pro hotel depois da meia noite. No caminho percebi que o céu ainda tava bem claro. Quer dizer, era pra estar mais claro, mas as nuvens estavam encobrindo um pouco.



Passei o sábado inteiro na rua pedalando, no sol e com a mente livre pra pensar, impagável!!

Liseberg

Quarta-feira fui no Liseberg com o Fred, o Felipe e o Everton.




Saímos do trampo e nos encontramos pra ir no Liseberg, chegando lá uma porrada de verndedor ambulante oferecendo camisetas do Lenny Kravitz. Achamos estranho e fui perguntar pra uma vendedora:
- Moça, porque vocês tão vendendo tantas camisetas do Lenny Kravitz?
- Porque ele vai tocar hoje!
Primeiro ficamos surpresos mas depois começamos a nos perguntar se seria uma boa ou não? Enquanto tíravamos dúvidas com um funcionário a respeito de que tipo de ingresso comprar a gente também perguntou do show e ele responde que apesar do show acontecer no meio do parque e de o parque estar bem movimentado, o movimento era para o show e não para os brinquedos e que o tempo de espera nas filas tava muito baixo pros padrões normais. Depois da ótima notícia compramos o ingresso que permite ir quantas vezes quisermos em qualquer brinquedo e bora pro parque.




Primeira parada: AtmosFear! A 3ª mais alta torre de queda livre do mndo e a maior da Europa. Inclusive, pesquisando no wikipedia, descobri que a torre do Beto Carreiro é a segunda maior. Eu morri de medo, a torre sobe altíssimo e como a base dela já fica num lugar bem alto, a impressão da altura é ainda maior.  A torre tem uma altura de 116m e a queda é de 90m e leva apenas 3s.









Aqui dá pra ter uma melhor noção da altura da torre.




E aqui um vídeo que eu fiz (e não me dei conta que não era pra ter virado a câmera):



Eu ainda não sei como tive coragem de ir nesse brinquedo, inclusive quando deitei pra dormir depois, fiquei rolando na cama um tempão tentando pegar no sono porque não conseguia parar de pensar no medo que senti lá encima. Bom, a queda em si leva uns 3 segundos e é apavorante. Mas mesmo com todo o medo e sendo apavorante saí de lá enlouquecida de tanto que eu ria, minhas mãos porém não firmavam nem pra tirar foto de tanto que eu tremia.
Depois da torre fomos direto pra uma montanha-russa. Começamos pela menor mas mesmo assim gritei igual louca, acho que deixei os meninos surdos, tadinhos. Logo depois da primeira fomos pra segunda, que é chamada de Kanonen em sueco ou Canhão em português. O nome é porque a saída do carrinho é tão veloz que temos que encostar a cabeça no encosto pra não machucar o pescoço. Essa montanha-russa tem em uns dois loopings e eu não consegui nem gritar dessa vez de tão apavorada. 





Saindo da segunda montanha-russa fomos direto pra terceira! Acho que a Balder, como ela é chamada, é uns dos brinquedos que mais chama atenção no parque, porque é toda de madeira com estilo bem retrô. Animal!!! 







Ainda fomos em mais duas torres bem parecidas: uma que também é de queda-livre, porém mais baixa que a primeira, e outra que joga pra cima, cai, joga mais um pouco e cai finalmente. 




Com tudo isso os meninos ainda não estavam satisfeitos e foram mais uma vez na AtmosFear. Eu não tive mais coragem, nem coração.
O Everton e o Felipe ainda foram no Pendulum, eu mais uma vez não tive coragem e o Fred, estômago, como vocês podem ver no vídeo (que também foi de lado):





Pra finalizar eu, o Fred e o Everton fomos no carrinho de choque. Enquanto nós estávamos esperando um policial foi lá falar com a menina que cuidava pra pedir pra entrar e tirar foto num dos carrinhos, que era pintado igual uma viatura. A idéia dele era de só o amigo dele tirar foto, mas todo mundo que tava lá tirou também, hahaha.




O carrinho de choque foi animal. Fazia tempo que não ia em um no Brasil, mas esses pareciam ser um pouquinho mais rápidos e também deslizarem mais e obviamente me acabei batendo nos outros carrinhos. Me diverti MUITO. Dentre todas as batidas umas 4 foram bem fortes e a trava do cinto de segurança me segurou com tanta força que até fiquei com dor no pescoço no dia seguinte. Pena que acabou muito rápido e que o parque já tava fechando, senão voltava pra fila. 
No post do Natal no Liseberg já comentei sobre as lojinhas de apostas em chocolates gigantes e dessa vez o Felipe foi lá e ganhou um chocolatão de quase 2kg!






O parque é lindo e tem um showzinho de águas numa das fontes.